Envelhecer no Mundo: Culturas, Aprendizados e a Construção de um Caminho Próprio para o Brasil

O Brasil está em um momento crítico. Nos próximos 20 anos, a proporção de idosos na população vai crescer dramaticamente. Podemos deixar que esse processo aconteça de forma desorganizada, reproduzindo os piores aspectos do modelo ocidental de isolamento e institucionalização. Ou podemos ser proativos e construir um modelo que seja verdadeiramente nosso.
Da reverência ao cuidado: uma história do envelhecimento para repensar a longevidade hoje

Da gerontocracia espartana à política sanitária brasileira, o idoso ora encarna a sabedoria e a autoridade, ora é objeto de suspeita racionalista, ora se torna sujeito de direitos e de cuidado público. Nesses três horizontes, a idade se mostrou, antes de tudo, uma construção cultural.
A falta de preparo para a longevidade é a maior oportunidade de inovação da nossa geração

Este artigo é um convite duplo. Aos 60+, um lembrete do próprio valor. Aos mais jovens, um chamado para enxergar que o envelhecimento não é um problema distante, mas a maior fronteira de inovação da nossa época, uma fronteira que eles podem e precisam ajudar a construir.
A longevidade que queremos construir

Envelhecer bem não é um desafio da velhice. É um compromisso de toda a sociedade.
O Brasil está vivendo uma das maiores transformações de sua história. Nunca tivemos tantas pessoas vivendo por tanto tempo. Nas próximas décadas, teremos milhões de brasileiros com 60, 70, 80, 90 anos ou mais. Essa conquista representa um enorme avanço da humanidade, mas também nos coloca diante de uma pergunta inevitável:
A Importância da Regulamentação do Cuidador Profissional no Brasil

O Brasil enfrenta transformações demográficas, sociais e econômicas que reforçam a necessidade urgente de regulamentar a profissão de cuidador profissional. Com o aumento da expectativa de vida, o país já pode ser considerado um “país de idosos”, com gerações entre as décadas de 1940 e 1980 vivendo mais. Esse cenário, aliado a desafios como a desestruturação familiar, violência contra idosos, sobrecarga de cuidadores familiares e crescimento do mercado informal de cuidadores, destaca a relevância de formalizar e fiscalizar essa profissão. Abaixo, apresentamos 21 motivos que justificam a regulamentação do cuidador profissional.