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Deepfakes e a geração “X60”:  Riscos e Exemplos de Golpes com Inteligência Artificial

Deepfakes são conteúdos falsos gerados por inteligência artificial, como vídeos ou áudios manipulados, que podem parecer extremamente reais. Para pessoas 60+, que podem ser mais vulneráveis a fraudes devido à confiança ou menor familiaridade com tecnologia, os deepfakes representam um risco significativo. Abaixo, listo exemplos de deepfakes que podem afetar pessoas acima de 60 anos, com base em padrões de golpes comuns e na literatura sobre o tema:

1. Golpes de “Neto em Apuros” (Grandparent Scams): Criminosos usam IA para criar áudios ou vídeos falsos imitando a voz ou a aparência de um neto, filha ou outro parente próximo. Por exemplo, um idoso pode receber uma ligação com uma voz gerada por IA que soa exatamente como seu neto, dizendo que está preso ou precisa de dinheiro urgente para uma emergência médica. Esses golpes exploram laços emocionais e já custaram milhões de dólares a pessoas 60+.

2. Fraudes de Suporte Técnico: Um deepfake pode ser um vídeo ou chamada de alguém se passando por um representante de uma empresa confiável, como Microsoft ou Amazon, alegando que o computador do idoso está infectado. A manipulação pode incluir uma imagem realista de um “técnico” pedindo acesso remoto ao dispositivo ou informações bancárias para “consertar” o problema.

3. Golpes de Romance Online: Criminosos criam vídeos falsos de uma pessoa que o idoso conheceu em um site de namoro, usando deepfakes para simular interações pessoais ou chamadas de vídeo. Esses vídeos podem enganar o idoso a enviar dinheiro ou compartilhar informações pessoais, explorando a solidão, um problema comum entre pessoas 60+.

4. Fraudes de Autoridades ou Instituições: Um deepfake pode simular um funcionário do governo, como um agente da Receita Federal ou da polícia, em um vídeo ou ligação, exigindo pagamento imediato de supostas multas ou impostos. A aparência ou voz convincente pode pressionar o idoso a agir rapidamente sem verificar.

5. Deepfakes em Anúncios Falsos de Saúde: Vídeos manipulados podem mostrar médicos ou celebridades endossando produtos de saúde milagrosos, como suplementos ou tratamentos falsos para doenças comuns em pessoas 60+, como artrite ou demência. Esses deepfakes exploram a busca por soluções de saúde.

Dicas para Pessoas 60+ se Protegerem de Deepfakes:

– Use uma Palavra de Segurança Familiar: Estabeleça uma palavra ou frase secreta com parentes para confirmar identidades em chamadas ou vídeos suspeitos.

– Desconfie de Urgências: Golpes frequentemente criam pressão para agir rápido. Sempre verifique com outro familiar ou autoridade antes de enviar dinheiro.

– Cheque a Fonte: Evite clicar em links ou compartilhar dados com contatos não verificados, especialmente em vídeos ou mensagens inesperadas.

– Use Ferramentas de Segurança: Apps como Trend Micro Check podem ajudar a identificar phishing ou conteúdos falsos.

Esses exemplos mostram como os deepfakes podem ser usados para manipular pessoas 60+, mas com cautela e educação, é possível minimizar os riscos.

Detectar deepfakes em chamadas, sejam de áudio ou vídeo, pode ser desafiador, especialmente para pessoas 60+, que podem ser alvos de golpes sofisticados. Abaixo, apresento métodos práticos e acessíveis para identificar deepfakes em chamadas, com foco em pessoas acima de 60 anos, baseados em estratégias de segurança digital e comportamento:

1. Observe Inconsistências no Áudio ou Vídeo

   – Áudio Desnaturado: Preste atenção a vozes que soam robóticas, com pausas estranhas, entonações inconsistentes ou ruídos de fundo incomuns. Deepfakes de voz podem falhar em capturar nuances emocionais ou sotaques corretamente.

   – Vídeo Suspeito: Em chamadas de vídeo, procure por movimentos faciais não naturais, como lábios dessincronizados com a fala, expressões rígidas ou falhas visuais (ex.: borrões em partes do rosto). Iluminação inconsistente ou fundos estranhos também são pistas.

   – Dica Prática: Faça perguntas inesperadas ou peça para a pessoa realizar um gesto específico (ex.: levantar a mão de forma particular). Deepfakes pré-gravados ou gerados por IA podem não responder adequadamente.

2. Use uma Palavra de Segurança Familiar

   – Estabeleça uma palavra ou frase secreta com familiares ou amigos próximos para verificar a identidade em chamadas suspeitas. Por exemplo, se alguém que parece ser um neto liga pedindo ajuda, peça a palavra de segurança. Deepfakes não terão acesso a essa informação.

   – Dica Prática: Combine essa palavra com seus entes queridos com antecedência e mantenha-a confidencial.

3. Desconfie de Urgência ou Pressão

   – Muitos golpes com deepfakes criam um senso de urgência, como alegar que um parente está em perigo ou que você deve pagar uma multa imediatamente. Isso é uma tática comum para evitar que você tenha tempo de verificar.

   – Dica Prática: Nunca aja imediatamente. Diga que vai retornar a ligação e contate a pessoa por um número conhecido ou verifique com outro familiar.

4. Verifique a Identidade por Outros Canais

   – Se receber uma chamada suspeita, desligue e entre em contato com a pessoa usando um número ou plataforma que você já conhece (ex.: WhatsApp ou telefone fixo). Deepfakes não podem replicar comunicações em tempo real fora do canal inicial do golpe.

   – Dica Prática: Evite compartilhar informações pessoais ou clicar em links enviados durante a chamada até confirmar a identidade.

5. Use Ferramentas de Segurança Digital

   – Aplicativos de Detecção: Ferramentas como o Trend Micro Check ou serviços de verificação de chamadas podem identificar números suspeitos ou bloquear chamadas de spam. Algumas soluções estão começando a detectar manipulações de áudio em tempo real.

   – Atualizações de Software: Mantenha seu celular ou computador atualizado, pois atualizações frequentes incluem proteções contra ameaças digitais, incluindo deepfakes.

   – Dica Prática: Instale um aplicativo antivírus confiável e ative a autenticação de dois fatores (2FA) em suas contas para maior segurança.

6. Confie em Seus Instintos e Busque Ajuda

   – Se algo parecer “errado” na voz ou comportamento da pessoa, confie no seu instinto. Deepfakes podem ser convincentes, mas muitas vezes há algo sutilmente fora do comum.

   – Dica Prática: Peça ajuda a um familiar ou amigo de confiança para avaliar a situação, especialmente se a chamada envolve pedidos de dinheiro ou informações pessoais.

7. Eduque-se Sobre Deepfakes

   – Participe de cursos ou palestras sobre segurança digital voltados para pessoas 60+, como os oferecidos por plataformas como SeniorSource ou OASIS Connections. Aprender a reconhecer sinais de manipulação tecnológica pode aumentar sua confiança.

   – Dica Prática: Assista a vídeos educativos online sobre deepfakes (procure por fontes confiáveis, como sites governamentais ou de organizações de segurança cibernética) para entender melhor como eles funcionam.

Exemplo Prático de Ação

Imagine que você recebe uma chamada de vídeo de alguém que parece ser seu filho, pedindo dinheiro para uma emergência. A voz soa um pouco estranha, e o fundo do vídeo parece desfocado. Siga estes passos:

1. Pergunte algo específico que só seu filho saberia (ex.: “Qual foi o nome do nosso cachorro quando você era criança?”).

2. Peça a palavra de segurança combinada previamente.

3. Diga que vai ligar de volta e use o número oficial do seu filho para confirmar.

4. Se ainda estiver em dúvida, peça a um familiar para verificar ou use um aplicativo de segurança para checar o número.

Conclusão

Detectar deepfakes exige atenção a detalhes, ceticismo com pedidos urgentes e uso de ferramentas de verificação. Para pessoas 60+, combinar estratégias como palavras de segurança e verificação por canais confiáveis é especialmente eficaz. Se possível, envolva familiares ou amigos para ajudar a configurar dispositivos e aprender mais sobre segurança digital, garantindo que você possa usar a tecnologia com confiança e proteção.

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